terça-feira, 31 de março de 2009

Charutos (1ª parte)



Como um degustador de charutos, a partir de hoje, seguirá breves relatos sobre a história dos charutos, suas marcas, enfim, vários conhecimentos para interar-se sobre o assunto. Vale muito a pena ler.

História
A história dos charutos começa muito antes da chegada do navegador Cristóvão Colombo à ilha, em 1492. A península de Yucatán, no México, é provavelmente o local que deu origem ao cultivo do tabaco. Alguns pesquisadores afirmam que as folhas de tabaco eram plantadas há cerca de dois mil anos nesta região. Depois de descobertas pelos Maias, teriam espalhado-se pelo continente, especialmente na América Central. As folhas do tabaco eram consumidas pelos povos nativos em charutos rudimentares: folhas de tabaco enroladas em folhas de palmeira. Eram usadas em cerimônias e rituais.
A Europa só conheceu o tabaco após a viagem de Colombo. Dois marinheiros que haviam sido escolhidos para procurar ouro na ilha relataram que viram nativos "com um tição entre as mãos e ervas para tomar a defumação à qual estavam acostumados", conforme o diário de bordo. Um dos marinheiros, Rodrigo de Jerez, resolveu levar para sua família amostras do fumo. Acabou preso pelo Santo Ofício quando foi visto soltando pelas narinas e pela boca. Foi dado como possuído por forças do mal.
Itália e França, através do embaixador francês em Portugal, Jean Nicot, tiveram contato com a planta pouco tempo depois. A Inglaterra teve seu primeiro contato com o fumo por Sir Walter Raleigh, que o conheceu em viagem pelas Américas. Os primeiros fumantes foram acusados de heresia. Em outras culturas o fumo também demorou a ser aceito, como na Pérsia, onde os fumantes eram condenados à morte. Em 1626 um cientista alemão publicou um estudo sobre as propriedades terapêuticas do tabaco que ajudou a diminuir o preconceito. Durante muito tempo o tabaco foi utilizado como erva medicinal na Europa.
As colônias americanas no século XVII utilizavam cachimbos para fumar. O charuto com o formato que conhecemos hoje foi confeccionado em 1726. Neste mesmo ano, Israel Putman, levou para a os Estados Unidos, que já plantavam o fumo, charutos e sementes de tabaco cubanos.
A produção dos charutos em Cuba foi estimulada em 1821 por um decreto do rei Ferdinando VII da Espanha. Até então, Cuba fornecia o tabaco para a Espanha, sua metrópole, fabricar os charutos em Sevilha.
Em 1840 Cuba já era a maior produtora de charutos do mundo. A qualidade do produto era reconhecida em diversos países. Durante esta década, a produção triplicou no país. Surgiram as tradicionais marcas Partagas, H. Upmann e Romeo y Julieta.
No século XIX os norte-americanos além de importar os charutos cubanos também tinham fábricas do produto que era símbolo de status no país. No período da Guerra Civil americana, 1860, o consumo de charutos aumentou no país.
Com a Primeira Guerra Mundial o consumo cresceu e outros países, como a República Dominicana e México, aumentaram seus números de fábricas. Já a segunda Grande Guerra dificultou o consumo do fumo cubano e colônias como a Jamaica investiram ainda mais no produto.
Um grande marco na produção foi a revolução comunista liderada por Fidel Castro em 1959. As companhias de tabaco foram estatizadas e a Cubatabaco (atual Habanos S.A.) foi criada. Mestres na arte de produzir charutos saíram do país e procuraram outros locais para instalar suas fábricas.
O embargo total imposto pelos Estados Unidos à ilha, ocorrido em 1962, prejudicou a exportação do produto para vários países. Segundo uma lenda, antes de assinar o embrargo, o então presidente americado, John Kennedy, encomendou uma enorme quantidade do produto para abastecer seu estoque pessoal.

domingo, 29 de março de 2009

Sentimento (Amor)


Enfrentamos várias situações durante a vida, dentre elas, a situação de ver como somos frágeis diante da incapacidade de estar absolutamente enbebedado pelo amor.
Este sentimento provoca os mais vários retrocessos diante de nosso companheiro seja ele do sexo oposto, ou seja, do mesmo sexo.
Assim, este sentimento provoca euforia inicialmente e toda troca de afeto é completamente salutar, pois ele é ainda uma paixão obscuramente disfarçado de amor.
Nesta fase, existe o consenso mutuo em que os parceiros estão dispostos a se sacrificarem para tornar o relacionamento o mais prazeroso possível, não só diante do casal, mas, diante de uma sociedade inteira.
Desta forma, esse sentimento é alegre, parceiro, amável, meigo, carinhoso, doce, entre outros sinônimos que se posa traduzir o prazer se estar junto com a pessoa que realmente amamos.
Contudo, este sentimento pode ser tratado de duas maneiras; uma seria a qual comentamos anteriormente, o lado mais prazeroso, mais interessante e mais fácil de se conviver, pois todos os sentimentos são divididos e compartilhados.
Já a segunda maneira, falamos em obsessão, de relacionamentos traumáticos, de comportamentos compulsivos capaz de provocar os instintos mais cruéis em cada ser humano.
Este tipo de comportamento não aprendemos na escola, não adquirimos este conhecimento junto de nossa família, apenas desperta um sentimento retraído e impulsivo capaz de acabar com a própria vida, mas na maioria dos casos a vida do (a) próximo (a).
Desta forma, este sentimento abarca acontecimentos retidos a tempos, onde basta uma resposta errada, ou ao menos uma frase mal interpretada para terminar em tragédia.
Assim, algumas pessoas acabam levando para cunho pessoal, situações que poderiam ser resolvida de forma amigável com a simples conversa.
Mas, acabamos aprendendo com os erros das pessoas ou seus deslizes imperdoáveis ou até arrependimentos descarados, sob frases sentimentais depois de cometido as barbáries amorosas.
Aprendemos que não somos sempre donos de nossos sentimentos, e que somos voláteis a situações ainda não experimentadas, que somos passiveis de improváveis ações omissivas ou comissivas e somos responsáveis pelas conseqüências aos atos praticados.

sexta-feira, 27 de março de 2009

(IM) PERFEIÇÃO


Passamos boa parte de nossa vida tentando de algum modo tentar conjugar o verbo “perfeição”, para que faça parte de nosso corriqueiro dia a dia.
Do latim “perfectione”, do português significa um acabamento, uma execução completa, uma conclusão. Se formos mais além, no sentido figurado, obtemos o primor, a mestria, a pureza ou até o requinte.
Essa busca obstinada, talhando meios e fins, onde alcançamos nossos pré destinados objetivos, fundado em conceitos que transcendem de geração em geração que a busca do perfeito se contempla na reunião de todas as qualidades em um único objetivo, que é a ausência de defeitos.
Entretanto, esse idealismo moderno, está ligado diretamente com o avanço evolutivo do ser humano, que aos poucos foi ultrapassando a barreira do interesse local, se deslocando para inóspitos e transponíveis obstáculos globais.
Desta forma, a exigência perfeccionista de modelou a cultura do homem, sendo de forma categórica requisito obrigatório para todos os seres humanos como forma pré concebida de harmonia e complexidade ao mesmo tempo.
Assim, todas as ações potencialmente destinadas a determinadas tarefas simples, tornam-se complexas, necessariamente busca-se um aprofundamento muito mais completo para a busca de respostas mais rebuscadas e minuciosamente pensadas.
Sendo assim, este reflexo é visto no comportamento humano como estranho, extrapolando limites não suscetíveis a erros ou qualquer deslize que ocasione quedas refletindo da personalidade ou até na forma de proceder nas possíveis reações.
Estas experiências quando bem sucedidas trazem no seu âmago uma sensação de bem estar consigo mesmo, pois somos preparados para a perfeição a qualquer custo em qualquer lugar.
Mas, se estas experiências são frustradas, nos levam aos mais obscuros caminhos, com um sentimento de incapacidade absoluto, gerando inconformismo e conflito com o próprio ego ou super ego.
Não somo seres perfeitos, mas mesmo assim somos capazes de conquistar fantásticas coisas e ter experimentos inacreditáveis com relação ao que existe ou possa existir.
As vezes não precisamos nos igualarmos aos outros, pois todos temos diferenças, temos medos e incertezas como a grande maioria e ser perfeito ou imperfeito é da nossa própria historia.
E para finalizar uma grande frase de nosso grande escritor Fernando Pessoa.
“Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito”.
Fernando Pessoa