sexta-feira, 27 de março de 2009

(IM) PERFEIÇÃO


Passamos boa parte de nossa vida tentando de algum modo tentar conjugar o verbo “perfeição”, para que faça parte de nosso corriqueiro dia a dia.
Do latim “perfectione”, do português significa um acabamento, uma execução completa, uma conclusão. Se formos mais além, no sentido figurado, obtemos o primor, a mestria, a pureza ou até o requinte.
Essa busca obstinada, talhando meios e fins, onde alcançamos nossos pré destinados objetivos, fundado em conceitos que transcendem de geração em geração que a busca do perfeito se contempla na reunião de todas as qualidades em um único objetivo, que é a ausência de defeitos.
Entretanto, esse idealismo moderno, está ligado diretamente com o avanço evolutivo do ser humano, que aos poucos foi ultrapassando a barreira do interesse local, se deslocando para inóspitos e transponíveis obstáculos globais.
Desta forma, a exigência perfeccionista de modelou a cultura do homem, sendo de forma categórica requisito obrigatório para todos os seres humanos como forma pré concebida de harmonia e complexidade ao mesmo tempo.
Assim, todas as ações potencialmente destinadas a determinadas tarefas simples, tornam-se complexas, necessariamente busca-se um aprofundamento muito mais completo para a busca de respostas mais rebuscadas e minuciosamente pensadas.
Sendo assim, este reflexo é visto no comportamento humano como estranho, extrapolando limites não suscetíveis a erros ou qualquer deslize que ocasione quedas refletindo da personalidade ou até na forma de proceder nas possíveis reações.
Estas experiências quando bem sucedidas trazem no seu âmago uma sensação de bem estar consigo mesmo, pois somos preparados para a perfeição a qualquer custo em qualquer lugar.
Mas, se estas experiências são frustradas, nos levam aos mais obscuros caminhos, com um sentimento de incapacidade absoluto, gerando inconformismo e conflito com o próprio ego ou super ego.
Não somo seres perfeitos, mas mesmo assim somos capazes de conquistar fantásticas coisas e ter experimentos inacreditáveis com relação ao que existe ou possa existir.
As vezes não precisamos nos igualarmos aos outros, pois todos temos diferenças, temos medos e incertezas como a grande maioria e ser perfeito ou imperfeito é da nossa própria historia.
E para finalizar uma grande frase de nosso grande escritor Fernando Pessoa.
“Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito”.
Fernando Pessoa

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